Quando você não limita, você fica sem limites.
Fernanda Rondon
Antes de iniciar sobre o assunto, é importante destacar que qualquer tipo de texto voltado para pessoas é um processo desafiador para quem está escrevendo. Quando se fala de pessoas (e consequentemente de relacionamentos), estamos falando de infinitas possibilidades de lidar com o outro. Você verá diversos sites que comentam sobre "as melhores maneiras em manter um relacionamento bem sucedido", por exemplo, mas a questão é que o lidar com o outro, diariamente, de modo geral, é de extrema complexidade, e requer paciência e muito cuidado.
Quando se nasce, a interação com o outro é inevitável, seja ela classificado como positiva ou negativa. Para onde quer que você olhe, há interação, há relacionamento. O texto tem por intuito promover reflexões sobre relacionamento, inclusive sobre o relacionamento com você mesmo, afinal, você é a sua moradia, você é a sua casa, o seu teto, as suas paredes, o cheiro, você é a sua estrutura.
Os limites são essenciais em todo tipo de relacionamento. Eles criam um espaço emocional, físico e psicológico saudável entre você e os outros. Mas alguns tendem a ser doadores incondicionais, altruístas a ponto de se perderem, perdoando o outro com chances de permanecer são sendo valorizado. Não estabelecer limites pode levar a ressentimento, raiva e destruição do relacionamento. Fronteiras ajudam a comunicar as necessidades aos outros e isso é algo bom e saudável, não egoísta.

Quer algumas dicas sobre como estabelecer alguns limites em seu relacionamento?
- Seja direto e firme sobre suas necessidades emocionais. Quando algo te incomoda, por mais bobo que possa parecer para o outro, é importante reconhecer que algum limite foi ultrapassado.
- Gerencie suas expectativas dos outros e o que eles podem dar em troca.
- Concentre-se em suas necessidades e sentimentos. Quando algo for doloroso, tente abordá-lo, mas não faça disso o foco, pois isso pode desencadear a defesa da outra pessoa.
- Observe se está sendo sarcástico ou cínico. Preste atenção em como você atende às suas necessidades para evitar ser agressivo e passivo.
- Cuidado com a impulsividade, busque recorrer ao momento apropriado para conversar sobre o problema.
- Se você acredita estar empenhada na solução da questão sozinha, exponha seu desconforto. Dê a outra pessoa a chance de trabalhar esse momento junto com você.
- Ofereça o que você é capaz de dar, e o que quer, ao invés de fazê-lo por culpa ou para obter o mesmo em troca.
- Evite esgotar-se tanto, envolvendo-se em estratégias de autocuidado, impedindo o outro de saber o que você sente.
- Se a outra pessoa não retribuir e não te encontrar no meio do caminho, reveja as melhores alternativas para você.
- Lembre-se que você tem direitos e um deles está dizendo "NÃO" quando você não sente vontade de fazer algo.
Autoconhecimento e prática de assertividade podem liderar o caminho para melhor estabelecer limites nos relacionamentos. Não é tão fácil para todos, mas se trabalhado, é possível.